Turismo Gastronômico

 

 

Cada vez mais brasileiros estão descobrindo o prazer de saborear um bom vinho, provar as diferentes características da mais diversas castas de uvas e ir, pouco a pouco, dominando esta tradição milenar. Por isso, muitos incluem, em seus roteiros pela Europa, paradas para conhecer vinícolas e regiões produtoras em diversos países. A Comissão Européia de Turismo selecionou algumas sugestões relacionadas ao mundo do vinho perfeitas para esta época do ano, quando os dias são mais quentes e a paisagem fica ainda mais bonita.
Alemanha
Embora seja conhecido como o país da cerveja, com mais de 5 mil marcas, a Alemanha não decepciona os amantes do vinho. São 13 regiões produtoras Rheinhessen, Palatinate, Baden, Mosel-Saar-Ruwer, Württemberg, Franconia, Nahe, Rheingau, Mittelrhein, Ahr, Hessische Bergstraÿe, Saale-Unstrut e Saxonye. O grande destaque são os vinhos brancos, embora alguns tintos e espumantes também possam ser encontrados. Uma boa sugestão é fazer a rota do rio Reno, na região de Rheingau, a partir do Lago Constance no sul em direção ao norte, parando nas pequenas cidades, visitando vinícolas e degustando. Essa é a região mais central da Alemanha, e onde ficam as mais antigas famílias produtoras. O ponto de partida pode ser Frankfurt e, dependendo da época do ano, as vinhas formam belas paisagens às margens do rio.
Espanha
Um dos maiores atrativos gastronômicos da Espanha é, sem dúvida, a qualidade e a diversidade de sua produção vinícola, a maior do mundo, desde a época dos Romanos. Existem na Espanha mais de 50 denominações de origem. Entre elas: La Rioja, Ribera de Duero, Rias Baixas com seus Albariños, La Mancha, Penedés, famosa por seus brancos, Priorat, e seus vinhos artesanais, em que se destacam os tintos escuros, e os vinhos de sobremesa do Sul da Espanha, como Jerez de la Frontera e o Pedro Ximenez, além dos "moscateles" da região valenciana. Todas capazes de surpreender os visitantes, pois assim como aconteceu na gastronomia a vinicultura espanhola passou por uma revolução nos últimos anos. As técnicas modernas foram incorporadas sem que toda a experiência acumulada ao longo de anos e anos fosse perdida. Várias fazendas, muitas delas centenárias, também estão abertas à visitação e revelam aos visitantes não só bons vinhos, mas também belas construções, coleções de arte etc. Em praticamente todos os centros de informação turística do país é possível conhecer as adegas abertas aos turistas e agendar as visitas.
França
Na França, quando se fala em vinho, é preciso definir bem por onde começar a viagem. A apelação regional é a divisão por zonas delimitadas e cada uma tem suas particularidades, tanto de localização geográfica e climática, quanto de composição do solo. Pode-se conhecer Médoc, dividido em duas partes muito diferentes, o Bas (baixo) Médoc, por exemplo, cheio de canais e pântanos, tem poucas áreas propícias à cultura da vinha e, por isso, só possui um certo número dos assim chamados crus bourgeois, tintos bem encorpados que agüentam um envelhecimento de 3 a 6 anos. Ou seguir para Côtes de Castillon, outra área perto de Saint-ÿmilion que faz tintos vigorosos, bons de guarda, e outros mais comuns, apelação Bordeaux. Ou ainda fazer um roteiro por Côtes de Blaye, vasta região ao lado do estuário do Gironde, com as apelações "sub-regionais" Côtes de Blaye, Premières Côtes de Blaye e Blaye ou Blayais. A primeira produz somente brancos ligeiros, a segunda basicamente tintos leves e a terceira, brancos, todos para serem bebidos jovens. E tem ainda outras regiões que valem a visita, entre elas Graves, Sauternes, Entre-Deux-Mers, Saint-ÿmilion e Pomerol.
Inglaterra
Quando se fala em Inglaterra, o que pouca gente sabe é que atualmente, há aproximadamente 100 vinícolas abertas para a visitação do público, entre as cerca de 400 existentes no país. O turista pode passear pela área rural, acompanhar o processo de produção da bebida, provar diferentes marcas, safras e tipos. Entre as principais vinícolas estão a Denbies Wine Estate em Surrey, Three Choirs em Gloucestershire, English Wines Tenterden, em Kent e Camel Valley em Cornwall. Hoje, a Inglaterra produz diversos vinhos, desde excelentes sparkling wines (espumantes), todos produzidos pelo método tradicional de champangne (incluindo os premiados vinhos RidgeView, Nyetimber e Chapel Down), até vinhos brancos, rosés, tintos e também alguns deliciosos vinhos doces. Para quem visita a Inglaterra em maio, a English Wine Week (Semana Inglesa do Vinho) atrai visitantes com eventos e ofertas especiais.
Portugal
Portugal por sua vez tem diversos roteiros de vinhos, de norte a sul é possível visitar vinícolas, conhecer técnicas de produção e degustar vinhos com características específicas das diversas regiões demarcadas. Além disso, vale a pena reservar um ou dois dias para conhecer a cidade do Porto e visitar as adegas de Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia, cidade localizada na outra margem do Rio Douro em frente à cidade do Porto. A maioria das adegas oferecem visitas guiadas em diversos horários ao longo do dia e explicam o processo de produção, os diferentes tipos de Vinhos do Porto e promovem degustação. Quase todos também possuem lojas com venda direta ao consumidor. Vale a pena conhecer a Adriano Ramos Pinto, especialmente por sua ligação com o Brasil, Ferreira, Calem, Croft e outros. Depois, escolher um dos restaurantes às margens do rio e saborear a deliciosa comida portuguesa.
Suíça
A Suíça, embora pouca gente saiba, também oferece opções para quem gosta de vinho. São cultivadas algo em torno de 50 variedades de cepas, algumas raras, como a cepa Chasselas. Em matéria de tintos, o Pinot Noir é a principal cepa produzida, cultivada ao longo do território do país, seguida pela cepa Gamay, essencialmente disseminada no oeste, e o Merlot, a cepa varietal do Ticino, difundida ao sul do país. Algumas cepas menores são cultivadas em meio às especialidades locais, como a Petite Arvine, Amigne (brancos), Humagne Rouge e Cornalin (tintos) do Valais, sem esquecer as novas variedades, desenvolvidas na Suíça, como a Gamaret, Garanoir e Diolinoir.
Os principais vinhedos do país localizam-se na região francesa da Suíça, sendo Valais e Vaud os dois principais cantões produtores de vinho. Mas vale a pena programar um tour pelas regiões dos vales do Reno, as regiões dos lagos, em particular o de Genebra, a região dos Três Lagos (Neuchâtel, Morat e Bienne), Zurique e Lugano.
Cada vez mais brasileiros estão descobrindo o prazer de saborear um bom vinho, provar as diferentes características da mais diversas castas de uvas e ir, pouco a pouco, dominando esta tradição milenar. Por isso, muitos incluem, em seus roteiros pela Europa, paradas para conhecer vinícolas e regiões produtoras em diversos países. Conheça algumas sugestões promovidas pela Comissão Européia de Turismo relacionadas ao mundo do vinho.
Alemanha
Embora seja conhecido como o país da cerveja, com mais de 5 mil marcas, a Alemanha não decepciona os amantes do vinho. São 13 regiões produtoras Rheinhessen, Palatinate, Baden, Mosel-Saar-Ruwer, Württemberg, Franconia, Nahe, Rheingau, Mittelrhein, Ahr, Hessische Bergstraÿe, Saale-Unstrut e Saxonye. O grande destaque são os vinhos brancos, embora alguns tintos e espumantes também possam ser encontrados. Uma boa sugestão é fazer a rota do rio Reno, na região de Rheingau, a partir do Lago Constance no sul em direção ao norte, parando nas pequenas cidades, visitando vinícolas e degustando. Essa é a região mais central da Alemanha, e onde ficam as mais antigas famílias produtoras. O ponto de partida pode ser Frankfurt e, dependendo da época do ano, as vinhas formam belas paisagens às margens do rio.
Espanha
Um dos maiores atrativos gastronômicos da Espanha é, sem dúvida, a qualidade e a diversidade de sua produção vinícola, a maior do mundo, desde a época dos Romanos. Existem na Espanha mais de 50 denominações de origem. Entre elas: La Rioja, Ribera de Duero, Rias Baixas com seus Albariños, La Mancha, Penedés, famosa por seus brancos, Priorat, e seus vinhos artesanais, em que se destacam os tintos escuros, e os vinhos de sobremesa do Sul da Espanha, como Jerez de la Frontera e o Pedro Ximenez, além dos "moscateles" da região valenciana. Todas capazes de surpreender os visitantes, pois assim como aconteceu na gastronomia a vinicultura espanhola passou por uma revolução nos últimos anos. As técnicas modernas foram incorporadas sem que toda a experiência acumulada ao longo de anos e anos fosse perdida. Várias fazendas, muitas delas centenárias, também estão abertas à visitação e revelam aos visitantes não só bons vinhos, mas também belas construções, coleções de arte etc. Em praticamente todos os centros de informação turística do país é possível conhecer as adegas abertas aos turistas e agendar as visitas.
França
Na França, quando se fala em vinho, é preciso definir bem por onde começar a viagem. A apelação regional é a divisão por zonas delimitadas e cada uma tem suas particularidades, tanto de localização geográfica e climática, quanto de composição do solo. Pode-se conhecer Médoc, dividido em duas partes muito diferentes, o Bas (baixo) Médoc, por exemplo, cheio de canais e pântanos, tem poucas áreas propícias à cultura da vinha e, por isso, só possui um certo número dos assim chamados crus bourgeois, tintos bem encorpados que agüentam um envelhecimento de 3 a 6 anos. Ou seguir para Côtes de Castillon, outra área perto de Saint-ÿmilion que faz tintos vigorosos, bons de guarda, e outros mais comuns, apelação Bordeaux. Ou ainda fazer um roteiro por Côtes de Blaye, vasta região ao lado do estuário do Gironde, com as apelações "sub-regionais" Côtes de Blaye, Premières Côtes de Blaye e Blaye ou Blayais. A primeira produz somente brancos ligeiros, a segunda basicamente tintos leves e a terceira, brancos, todos para serem bebidos jovens. E tem ainda outras regiões que valem a visita, entre elas Graves, Sauternes, Entre-Deux-Mers, Saint-ÿmilion e Pomerol.
Inglaterra
Quando se fala em Inglaterra, o que pouca gente sabe é que atualmente, há aproximadamente 100 vinícolas abertas para a visitação do público, entre as cerca de 400 existentes no país. O turista pode passear pela área rural, acompanhar o processo de produção da bebida, provar diferentes marcas, safras e tipos. Entre as principais vinícolas estão a Denbies Wine Estate em Surrey, Three Choirs em Gloucestershire, English Wines Tenterden, em Kent e Camel Valley em Cornwall. Hoje, a Inglaterra produz diversos vinhos, desde excelentes sparkling wines (espumantes), todos produzidos pelo método tradicional de champangne (incluindo os premiados vinhos RidgeView, Nyetimber e Chapel Down), até vinhos brancos, rosés, tintos e também alguns deliciosos vinhos doces. Para quem visita a Inglaterra em maio, a English Wine Week (Semana Inglesa do Vinho) atrai visitantes com eventos e ofertas especiais.
Portugal
Portugal por sua vez tem diversos roteiros de vinhos, de norte a sul é possível visitar vinícolas, conhecer técnicas de produção e degustar vinhos com características específicas das diversas regiões demarcadas. Além disso, vale a pena reservar um ou dois dias para conhecer a cidade do Porto e visitar as adegas de Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia, cidade localizada na outra margem do Rio Douro em frente à cidade do Porto. A maioria das adegas oferecem visitas guiadas em diversos horários ao longo do dia e explicam o processo de produção, os diferentes tipos de Vinhos do Porto e promovem degustação. Quase todos também possuem lojas com venda direta ao consumidor. Vale a pena conhecer a Adriano Ramos Pinto, especialmente por sua ligação com o Brasil, Ferreira, Calem, Croft e outros. Depois, escolher um dos restaurantes às margens do rio e saborear a deliciosa comida portuguesa.
Suíça
A Suíça, embora pouca gente saiba, também oferece opções para quem gosta de vinho. São cultivadas algo em torno de 50 variedades de cepas, algumas raras, como a cepa Chasselas. Em matéria de tintos, o Pinot Noir é a principal cepa produzida, cultivada ao longo do território do país, seguida pela cepa Gamay, essencialmente disseminada no oeste, e o Merlot, a cepa varietal do Ticino, difundida ao sul do país. Algumas cepas menores são cultivadas em meio às especialidades locais, como a Petite Arvine, Amigne (brancos), Humagne Rouge e Cornalin (tintos) do Valais, sem esquecer as novas variedades, desenvolvidas na Suíça, como a Gamaret, Garanoir e Diolinoir.Os principais vinhedos do país localizam-se na região francesa da Suíça, sendo Valais e Vaud os dois principais cantões produtores de vinho. Mas vale a pena programar um tour pelas regiões dos vales do Reno, as regiões dos lagos, em particular o de Genebra, a região dos Três Lagos (Neuchâtel, Morat e Bienne), Zurique e Lugano.

 

 
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